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Pais lotam a câmara e protestam contra fechamento de escola da zona rural

 

Indignados com o fechamento da escola de Riacho do Meio, os moradores da comunidade lotaram a câmara municipal durante a reunião desta segunda-feira (15/02) para protestar. Além de Riacho do Meio, estudantes da comunidade de Angical também estão sendo prejudicados, segundo os moradores. Os pais querem que os vereadores busquem junto à secretaria de educação uma solução para a continuidade da escola.

 

O trabalhador rural Welson de Matos disse que a escola foi uma das primeiras construídas na zona rural, e segundo ele com grande empenho e dedicação da comunidade.

 

“Foi o primeiro grupo da zona rural, construído por conta dos pais, às custas da comunidade, depois que passou ao prefeito que na época era Dr. Cassiano de Oliveira, então a comunidade tem um carinho especial por essa escola, sem contar que ela é uma escola de qualidade e tem toda condição de continuar funcionando. Essa escola não pode fechar”, conclama Welson de Matos.

 

O presidente da câmara municipal de Brasília de Minas, vereador Jean Rodrigues, disse que entende a preocupação dos pais, já que os filhos deles precisam estudar na escola de Santa Tereza que fica um pouco mais distante de Angical e Riacho do Meio, mas segundo ele o processo de zoneamento é legítimo.

 

“Os moradores dessas comunidades estão reclamando das mudanças que acaba fechando algumas escolas e transferindo os alunos para outras, mas segundo a secretária de educação, Lilian Clementino, esse é um processo necessário. Deixamos bem claro para essas comunidades que a câmara está disposta a ajudar no que for preciso, mas pelas informações que tivemos esse é um processo legítimo", “disse”.

 Alguns moradores não estão deixando os filhos pegarem o ônibus para estudar na outra comunidade. O vereador Claudio Antônio disse que eles podem ser punidos por isso.

 

“Infelizmente pode haver uma sanção penal para esses pais que estão tirando os direitos das crianças frequentarem a escola. Não podemos interferir nessa situação, isso não depende do poder legislativo é decisão tomada pela secretária de educação, decisão essa que segundo a mesma é legal é de conhecimento da secretária regional de educação e também do ministério público”, declara Claudio Antônio.