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Diversos assuntos movimentaram a Reunião da câmara nesta segunda, entre eles o pedido de CPI da Usina de Asfalto


Polêmicas, denúncias e troca de farpas entre vereadores. Foi assim a reunião da câmara municipal de Brasília de Minas nesta segunda-feira. Vários assuntos foram discutidos pelos parlamentares, como o requerimento do vereador Elias Raposo, pedindo a construção de uma nova rodoviária na cidade, entre outros, mas o mais polêmico e que gerou o discurso mais acalorado foi o pedido de CPI da Usina de Asfalto feito pelo vereador Ivânio Damião há duas semanas.

Alguns parlamentares repercutiram a entrevista do prefeito Geélison Silva concedida ao Jornal Acontece e Rádio Clube FM sobre o assunto. Na entrevista o prefeito afirma que a empresa que teve a permissão de uso da usina teria utilizou-se do serviço por apenas 15 dias. O vereador Ivânio contestou essa afirmação e disse que tem provas de que a usina teria sido usada por um tempo superior ao que diz o prefeito.

A vereadora Rosary Mendes solicitou do executivo a documentação da empresa. De acordo com ela, para um contrato desse tipo é preciso que a empresa permissionária apresente vários documentos antes da permissão para usar um bem público. Rosary disse que o fato de pedir uma investigação não significa perseguição política. “No mandato passado tivemos aqui dois pedidos de CPI e eu assinei nos dois. Não há nada ilegal no pedido de abertura de uma CPI, isso não é perseguição política é o papel do vereador.”, disse a parlamentar.


Para a CPI ser instaurada na câmara é preciso que um terço dos parlamentares aceite a denúncia. Até agora apenas 3 parlamentares assinaram o pedido do vereador Ivânio. Ele Ivânio, Estevão e Rosary. “Se não conseguirmos todas as assinaturas para a CPI, vamos fazer a denúncia no ministério público”, disse a vereadora Rosary Mendes.

O vereador Francisco de Assis Simões disse que a câmara está perdendo o foco com essa discussão da CPI. Segundo ele, a permissão de uso da usina é um ato corriqueiro e não merece todo esse alvoroço.

“Eu mesmo já emprestei esses equipamentos até para a prefeitura de Arinos e empresa de Mira Bela também já utilizou a usina. Esse ato do prefeito se não foi acobertado previamente pela lei, é absolutamente sanado. Se ficar provado ilegalidade serei a favor da CPI, não vou manchar a minha carreira por causa de um projeto político. Eu apoiei a candidatura do prefeito Geélison, acredito nos bons propósitos dele, tem 29 anos apenas, toda a equipe nova e não vejo nas atitudes dele nenhuma mexa de desonestidade, improbidade ou má fé”, ressalta Dr. Xikin.

O vereador Elias Raposo, líder do prefeito na casa, disse que já houve casos muito mais graves na gestão passada e que os vereadores não se atentaram para uma investigação. Ele fez uma denuncia de má gestão de recursos da saúde pública na administração anterior.

“Coisas mais serias aconteceram e tem que chegar ao conhecimento da população”, disse. Segundo Elias a gestão municipal na legislatura passada teria deixado de prestar contas de um montante de 3,5 milhões de reais, dinheiro de um convênio do Cisnorte.